Publicado por: Painel Internacional | junho 28, 2011

Pós-graduação UCB: América do Sul

Pós-graduação em  ’Relações Internacionais e Diplomáticas da América do Sul da Universidade Católica de Brasília’ (UCB)

Encerram-se no próximo dia 30/06/11 as inscrições para a Pós-Graduação lato sensu em Relações Internacionais e Diplomáticas da América do Sul da Universidade Católica de Brasília (UCB).

O curso propõe-se a capacitar profissionais com amplo conhecimento sobre política internacional sul-americana e a inserção internacional do Brasil. Atendendo às grandes demandas de instituições públicas nacionais, empresas privadas e Organismos Internacionais, visa formar profissionais para a análise dos principais processos políticos, econômicos e sociais que envolvem o Brasil e a região no mundo contemporâneo.

Reconhecendo a crescente importância da América do Sul na realidade internacional e na política exterior do Brasil, o curso oferece o instrumental necessário para a compreensão do novo papel do país e da região na ordem internacional contemporânea, preenchendo uma lacuna ainda existente no campo da interpretação da cena internacional contemporânea.

Os potenciais candidatos deverão ter curso superior completo reconhecido no Brasil e interesse em atuar na análise das relações internacionais do Brasil e da região, em instituições públicas nacionais, empresas privadas e Organismos Internacionais (como o Mercosul e a Organização dos Estados Americanos).

Mais informações podem ser conseguidas no site da UCB , no link para pós-graduação > lato sensu > relações internacionais; na secretaria da pós-graduação, pelos telefones (61) 3448 7140 ou 3448 7256; ou pelo e-mail romero@ucb.br.

Publicado por: Painel Internacional | junho 9, 2011

UNASUL: Doutrina de Defesa

Unasul terá doutrina de defesa independente dos Estados Unidos

A discussão em torno de uma doutrina de defesa para a América do Sul (a qual terá a UNASUL como plataforma decisória) promete aquecer o debate sobre segurança na região.

Por um lado, é positivo que mecanismos de segurança coletiva ultrapassados no continente sejam revistos de modo construtivo em busca de algo que atenda melhor aos objetivos dos países sulamericanos . O óbvio exemplo de um mecanismo que deve ser suprimido ao sul do Equador a partir dessa nova doutrina é o morto-vivo ‘TIAR – Tratado Interamericano de Assistência Recíproca’, o qual já teve sua credibilidade manchada pela história recente. Tem, ainda, a indissociável pecha de ser um mecanismo atendendo os interesses hegemônicos dos EUA no hemisfério ocidental. Uma nova doutrina de defesa para a América do Sul poderá atualizar o contexto geopolítico no qual se enquadrariam a segurança intraregional e, quiçá, futuros mecanismos de segurança coletiva envolvendo os 12 países de tão novo bloco.

Por outro lado, será um enorme desafio chegar a um consenso quanto a uma doutrina de defesa para uma região que, apesar de relativamente pacífica nas últimas décadas, é caracterizada por marcantes contrastes quanto às suas percepções de ameaça, estruturas militares, visões de mundo e interesses. Se o nascimento de doutrinas nacionais já são um parto a fórceps, como será a construção de uma doutrina harmonizada entre países tão diferentes em concepções de defesa como Colômbia e Venezuela, Chile e Peru? Obviamente, tal ‘harmonização’ pressupõe ‘superficialidade’. A questão é quão superficial essa doutrina precisará ser para atender visões divergentes, sem comprometer, ao mesmo tempo, a sua real utilidade. Como toda a doutrina de defesa precisa de uma ameaça quintessencial, provavelmente só veremos convergência em torno dos recalques antiianques que polarizam (e contaminam) as visões de mundo da política sulamericana. Será interessante acompanhar e analisar como se desdobrarão esses debates.

Enfim, para alimentar a discussão, compartilho a notícia abaixo publicada na Folha.

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Para a FOLHA: ALEJANDRO MÉNDEZ
DA EFE, EM BUENOS AIRES

A União de Nações Sul-Americanas (Unasul) confirmou nesta sexta-feira (27/05) a decisão de criar sua própria doutrina de Defesa, separada das dos Estados Unidos e outras potências, ao concluir em Buenos Aires uma conferência ministerial que inaugurou o Centro de Estudos Estratégicos do fórum político regional.
 
Na conferência, que contou com a presença dos ministros da Defesa de nove dos 12 países da Unasul, “ficou claro que todos concordam que o sistema de segurança da OEA [Organização dos Estados Americanos] está defasado”, ressaltou o anfitrião argentino, Arturo Puricelli, em entrevista coletiva.
 
É preciso “uma doutrina de Segurança e Defesa da América do Sul para a América do Sul”, declarou o ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, em referência à necessidade de criar “estruturas de dissuasão” para proteger a região.
 
Puricelli comentou que a Unasul aponta também “uma revisão” de “todas” as instituições de Defesa da OEA, como o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR).
 
“Queremos organizar uma conferência da OEA para adequar estes instrumentos, pois o sistema interamericano já não responde às necessidades sul-americanas”, disse o ministro argentino.
 
Durante a conferência de inauguração do Centro de Estudos Estratégicos da Defesa da Unasul, ministros e especialistas investiram direta e indiretamente contra as doutrinas de segurança dos Estados Unidos e as potências europeias e, coincidiram que o fim dos recursos naturais, o aumento da população, a mudança climática e a política de ações militares “extraterritoriais” dos EUA e seus aliados são algumas das “ameaças” sobre a América do Sul.
 
O grupo também mostrou suas diferenças sobre as diretrizes que deveria ter a doutrina de segurança e defesa dos “enormes recursos naturais” que possui América do Sul, “a região mais pacífica do mundo”, como destacou Jobim.
 
Entre outras “imensas riquezas”, América do Sul possui 25% das terras cultiváveis para agricultura, uma proporção similar de reservas de água potável e 40% da biodiversidade “que é preciso defender respeitando a soberania de cada um”, assinalou o ministro brasileiro.
 
Mas todos os ministros coincidiram que as divergências não impedirão os consensos, porque a Unasul ”se demonstrou capaz” de “vencer momentos de maus entendidos e grandes discórdias” entre seus membros “em prol do bem comum”, como disse a secretária-geral, a ex-chanceler colombiana María Emma Mejía.

[Veja a íntegra do artigo diretamente no site da Folha]

Publicado por: Painel Internacional | maio 18, 2011

Evento: 3o. Seminário Livro Branco de Defesa

III Seminário sobre o Livro Branco da Defesa Nacional

O Ambiente Estratégico para o Século XXI: “O Brasil no cenário regional de defesa e segurança”

2 de junho de 2011, Manaus

Local: Manaus (Universidade Federal do Amazonas)

MANHÃ:

8h00 às 9h00 – Credenciamento

9h00 às 9h15 – Abertura Solene

9h15 às 9h45 – A Política Exterior do Brasil para a América do Sul: políticas em curso, desafios e perspectivas.

Ministro Clemente de Lima Baena Soares – Ministério das Relações Exteriores – Diretor do Departamento da América do Sul II

9h45 às 10h15 – Segurança e defesa na América do Sul: UNASUL, Conselho de Defesa Sul-Americano e as iniciativas de cooperação no campo da defesa.

José Genoíno Neto – Assessor Especial do Ministro de Estado da Defesa- Ministério da Defesa

Ex Deputado Federal

10h15 às 10h40 – Coffee Break

10h40 às 11h10 – Sistemas de comando e controle e interoperabilidade no monitoramento da Faixa de Fronteira.

General-de- Divisão Celso José Tiago – Ministério da Defesa – Sub Chefia de Comando e Controle

11h10 às 12h00 – Debate

12h00 às 14h00 – Intervalo para o Almoço

TARDE:

14h00 às 14h30 – Segurança e defesa da Amazônia: Forças Armadas e as ameaças não-tradicionais.

General-de-Exército Luís Carlos Gomes Mattos – Exército Brasileiro – Comandante Militar da Amazônia

14h30 às 15h00 – A integração sul-americana na Amazônia: águas, energias e transportes.

Ex Deputado Federal Paulo Delgado

15h00 às 15h30 – A importância estratégica do mar para o Brasil no século XXI: o Atlântico Sul.

Contra-Almirante Reginaldo Gomes Garcia dos Reis – Marinha do Brasil – Chefe do Departamento de Ensino da Escola de Guerra Naval

15h30 às 16h00 – Coffee Break

16h00 às 16h30 – A cooperação nuclear entre Brasil e Argentina: um modelo regional de construção de confiança mútua.

Dr. Odilon Marcuzzo Canto – Secretário Adjunto da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares – ABACC

16h30 às 17h30 – Debate e encerramento

Equipe Coordenadora do Livro Branco de Defesa Nacional

Ministério da Defesa – Assessoria de Planejamento Institucional

Esplanada dos Ministérios – Bloco “Q” – Sala 652 – 6º Andar

CEP 70049-900 – Brasília – DF

RITEx: 867-9060 – Fax: (61) 3312-9051

Telefone: (61) 3312-9017

E-mail:  livrobranco@defesa.gov.br

Twitter: www.twitter.com/LBDefesa

Site: http://livrobranco.defesa.gov.br

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Nota do blog: As inscrições para esse evento podem ser realizadas por meio do site exclusivo do Livro Branco da Defesa Nacional. O site contém, ainda, maiores informações sobre a iniciativa, além de um espaço dedicado para pesquisadores sobre a política de defesa brasileira.

Mas o que é, afinal, um Livro Branco de defesa??

Conforme a lei que determina a implementação do Livro Branco, esse instrumento é um ”material de fundamental importância para um País e um documento-chave de política que oferece a visão do Governo à respeito da defesa. É um material público que descreve o contexto amplo da política estratégica para o planejamento da defesa com uma perspectiva de médio e longo prazo. (…) Destina-se a oferecer uma perspectiva suficiente para permitir um orçamento e o planejamento plurianual.

A preparação de um Livro Branco da Defesa é um exercício de democracia, onde o processo requer extensa cooperação entre civis e militares; consulta entre os líderes políticos, ministérios, promovendo desta forma uma ampla conscientização a respeito das funções e do valor das forças armadas. O produto final deste processo confere maior legitimidade democrática à política de defesa nacional.”

O seminário de Manaus é o terceiro de uma série de sete eventos em cada região do Brasil com palestrantes discutindo temas pertinentes ao Livro Branco de Defesa do Brasil. Os temas previstos seguem a seguir:

  1. 1º Seminário: A sinergia entre a defesa e a sociedade – Março 2011 – Campo Grande – MS
  2. 2º Seminário: O ambiente estratégico para o século XXI – Abril 2011 – Porto Alegre – RS
  3. 3º Seminário: O ambiente estratégico para o século XXI – Junho 2011 – Manaus – AM
  4. 4º Seminário: A Defesa e o Instrumento Militar – Junho 2011 – Recife – PE
  5. 5º Seminário: Transformação da Defesa – Julho 2011 – Rio de Janeiro – RJ
  6. 6º Seminário: Transformação da Defesa e Financiamento da Defesa – Agosto 2011 – São Paulo – SP
  7. 7º Seminário: Encerramento dos trabalhos e lançamento do Livro Branco de Defesa Nacional – Novembro 2012 – Brasília
Publicado por: Painel Internacional | maio 11, 2011

O Ocidente e o Resto: Niall Ferguson na Chatham House

O Ocidente e o resto: a mudança da balança de poder numa perspectiva histórica

Niall Ferguson, da Universidade de Harvard, fala aos membros da Chatham House sobre a ascensão da China e as mudanças da balança de poder em relação ao Ocidente numa importante perspectiva histórica. A brilhante exposição afasta alguns mitos, além de esclarecer diferenças cruciais entre as duas civilizações nos últimos 600 anos e como tais diferenças devem refletir em suas realidades futuras.

A palestra está transcrita e pode ser acessada, clicando aqui.

E eis o livro de Ferguson que inspirou a palestra:

[Veja a íntegra no site da Chatham House]

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